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Atentados na Bélgica provocam caos no transporte da Europa

Voo de São Paulo para Bruxelas foi cancelado

Atentados na Bélgica provocam caos no transporte da Europa
Atentados na Bélgica provocam caos no transporte da Europa Foto : Emmanuel Dunand / AFP / CP
Os metrôs, ônibus, bondes e principais estações de trens estavam paralisados nesta terça-feira em Bruxelas após os atentados que perturbaram o transporte aéreo e ferroviário na Europa e obrigaram a reforçar a segurança em muitas cidades.

De Londres a Roma, quase todos os governos intensificaram sua vigilância antiterrorista e reforçaram a proteção de certos locais, como estações, aeroportos ou centrais nucleares.

Em Bruxelas, "toda a nossa rede está atualmente fechada", indicou o operador de transporte público, STIB, no Twitter. O aeroporto internacional Zaventem, onde ocorreram as primeiras explosões às 07h locais (04h de Brasília), permanecerá fechado até as 06h (02h de Brasília) de quarta-feira. As grandes estações da cidade também permanecerão fechadas até nova ordem.

Este atentado na Bélgica teve repercussões em toda a Europa. O fechamento do aeroporto de Bruxelas provocou a anulação ou o desvio de mais de mil voos. Os aviões em direção a Bruxelas no momento das explosões foram desviados a Charleroi, a Maastricht e a Amsterdã, na Holanda. Cinco voos internacionais foram desviados a aeroportos franceses, informou a Direção Geral da Aviação Civil francesa (DGAC).

Em virtude das anulações, a companhia EasyJet, que tinha 14 voos com destino ou procedência de Bruxelas nesta terça-feira, aconselhou seus clientes a verificarem o estado dos voos. A Lufthansa, que como a Ryanair e a British Airways anulou seus voos a Bruxelas, colocou a disposição dos passageiros um número de urgência.

Em relação ao tráfego ferroviário, a circulação dos trens bala Thalys (conexão de Paris a Bruxelas, Amsterdã e Colônia) foi interrompido em todo o território belga. Os trens que já estavam circulando nos países vizinhos deram meia volta.

Os Eurostar que unem Bruxelas e Londres também foram suspensos nos dois sentidos. Os que estavam em circulação pararam em Lille. O centro de crise do governo belga pediu que os moradores de Bruxelas "permaneçam onde estão". 

Do Brasil a Bruxelas

O voo número 1173, saindo de São Paulo com destino a Bruxelas, foi cancelado. Segundo a empresa Air Europa, nesta terça não sairão voos para o local e ainda não há informação de quando serão retomados.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro dos Negócios Estrangeiros e Europeus de Luxemburgo, Jean Asselborn, vão receber a imprensa na sede do Itamaty, em Brasília, às 14h30, para falar sobre o atentado em Bruxelas.

Segundo o Itamaraty não há informações sobre a nacionalidade das vítimas, porém o Consulado-Geral do Brasil, em Bruxelas, disponibilizou um número de plantão para atender as famílias, e também está acompanhando o caso.

Controles nas fronteiras

Assim como França e Alemanha, a Holanda também reforçou seus controles nas fronteiras com a Bélgica. Em Londres, Paris, Frankfurt, Copenhague e Praga foi intensificada a segurança nos aeroportos, estações e metrôs. Em Barcelona, a polícia regional catalã mobilizou patrulhas com agentes antidistúrbios e unidades caninas.

Na França, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, planeja mobilizar 1,6 mil policiais e gendarmes adicionais. Para aumentar a segurança nos transportes públicos, as autoridades realizarão "medidas de controle e palpação sistemáticas".
As estações parisienses seguem abertas, mas muitos policiais controlavam a estação Gare du Nord, de onde saem normalmente os trens para Bruxelas. Em relação às linhas de ônibus, a filial da companhia francesa SNCF Ouibus afirmou que as conexões entre França e Bélgica seguiam ativas. "É preciso prever grandes atrasos no conjunto das linhas internacionais", advertiu a Ouibus.

Na Holanda, o primeiro-ministro, Mark Rutte, "desaconselhou ir a Bruxelas" e afirmou que será realizado "um reforço das patrulhas nos aeroportos e em certas estações, sobretudo onde circulam trens internacionais". Vários chefes de governo convocaram, por sua vez, reuniões de urgência, como a primeira-ministra polonesa, Beata Szydlo, ou o primeiro-ministro britânico, David Cameron. Após estas reuniões, será possível estabelecer medidas adicionais.