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Atirador do Arizona diz em cartas que "planejou" matar "mulher escandalosa"

Alvo seria mesmo a congressista Gabrielle Giffords, ferida gravemente na cabeça no sábado

Polícia isola local em que atirador promoveu chacina no Estados Unidos
Polícia isola local em que atirador promoveu chacina no Estados Unidos Foto : Kevin C. Cox / AFP
O homem que protagonizou o tiroteio de sábado no Arizona, Jared Loughner deixou diversas mensagens em envolopes, antes de iniciar o tiroteio que deixou seis mortos e 14 feridos em Tucson, no Arizona. Ele escreveu "Eu planejei antecipadamente" e "Meu assassinato"  ao lado do nome da deputada americana Gabrielle Giffords, em quem mais tarde disparou à queima-roupa na cabeça.

A informação foi divulgada pelos promotores do Arizona, que neste domingo anunciaram cinco acusações, incluindo homicídio e tentativa de homicídio, contra Loughner. Além de Gabriell, um juiz federal e um assistente do Congresso acabaram mortos no atentado.

O documento de acusação revelou que os investigadores revistaram a casa de Loughner em Tucson e encontraram uma carta de Giffords de agosto de 2007 na qual agradecia a ele por assistir a um evento político similar ao do tiroteio. Em uma entrevista à rede Fox News, o xerife do condado de Pima, Clarence Dupnik, referiu-se a outra carta de Loughner na qual ele garantiu que iria "matar a mulher escandalosa".

Loughner deve comparecer na segunda-feira perante a justiça na capital do estado do Arizona, Phoenix, para responder às acusações, e Dupnik confirmou que o suspeito segue se negando a cooperar com os investigadores. Gabrielle foi operada e se encontra estável. Ela responde a estímulos, mas não há prognósticos para recuperação ou previsão quanto a sequelas.

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