A brasileira é a marinheira da embarcação e vai ficar sob custódia por três dias, antes de prestar mais um depoimento. As informações foram divulgadas em nota oficial publicada no site do Greenpeace.
Até as 13h desta quinta-feira (horário de Brasília), 15 ativistas já haviam sido ouvidos. Dessa lista, 11 pessoas vão ficar em prisão provisória por dois meses – até conclusão da investigação sobre pirataria.
Entre os detidos está também o ativista suíço Marco Weber, que tentou escalar a plataforma da Gazprom. Já os demais - incluindo Ana Paula Maciel - permanecem sob custódia pelos próximos três dias, para dar novo depoimento. A ONG ratifica que ativismo pacifico não é crime.
A embarcação foi tomada pelas forças de segurança da Rússia na última quinta-feira, no mar de Pechora, no Ártico, depois que o navio foi enviado para protestar contra um projeto de exploração de gás. Os militantes do Greenpeace a bordo do navio podem responder pelo crime de pirataria, podendo ser punidos com até 15 anos de prisão, conforme a legislação da Rússia.
Em Porto Alegre, a irmã de Ana Paula, Telma Maciel revelou à Rádio Guaíba que mantém a expectativa de que todos os ambientalistas sejam liberados. Anos atrás, a ativista gaúcha já havia sido presa no Caribe por protestar contra a caça de baleias.