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Atropelamento na praça da Paz Celestial teria participação de oito pessoas

Ataque que deixou quatro mortos e 40 feridos na China custou 4,8 mil euros

Atropelamento na praça da Paz Celestial teria participação de oito pessoas
Atropelamento na praça da Paz Celestial teria participação de oito pessoas Foto : AFP / CP
O atropelamento ocorrido nesta semana na praça da Paz Celestial de Pequim, na China, contou com a participação de oito "terroristas" e teria custado 4,8 mil euros, segundo a televisão chinesa, enquanto uma organização uigure fala de mais de 50 detidos supostamente envolvidos no ataque ainda não reivindicado.

Na segunda-feira, segundo a polícia, três pessoas da mesma família, moradores da região majoritariamente muçulmana de Xinjiang (oeste), avançaram com um jipe lotado de galões de gasolina contra a entrada da Cidade Proibida, em um ataque suicida que matou os autores, outras duas pessoas e deixou quase 40 feridos.

A televisão estatal CCTV estimou sexta-feira à noite nas redes sociais que este atentado, planejado desde setembro, custou um total de 40 mil iuanes (4.861 euros).

A CCTV afirma que o grupo de oito "terroristas" responsável pelo ataque possuía armas - incluindo "facas tibetanas e 400 litros de gasolina" -- e teria se hospedado em um hotel no oeste de Pequim, antes de cinco entre eles voltarem para Urumqi, capital de Xinjiang. Os três uigures que ficaram para cometer o atentado utilizaram um veículo 4X4 Mercedes.

Nos arredores da Praça da Paz Celestial que foi registrada a morte de milhares de pessoas na repressão do movimento de 1989, quando o Partido Comunista enviou tanques do exército para acabar com sete semanas de manifestações, que foram chamadas pelo regime de "revolta contrarrevolucionária".

Desde então, a polícia está permanentemente mobilizada nesta imensa esplanada, onde também se encontram a entrada da Cidade Proibida, o mausoléu de Mao e o Palácio do Povo. Mais de 50 pessoas foram detidas em Xinjiang, onde vivem milhões de muçulmanos, informou um grupo de defesa dos direitos uigures.

Os uigures, muçulmanos de língua turca e principal etnia de Xinjiang, afirmam que sofrem com uma política repressiva contra sua religião, língua e cultura.

Atropelamento ganha apoio de grupo islâmico

 
Um grupo islâmico, o Etim, classificado como terrorista pelas Nações Unidas, teria "apoiado" o ataque à Praça da Paz Celestial, garantiu esta semana o chefe da segurança chinesa, Meng Jianzhu.

Uma afirmação questionada por especialistas, que apontam para a natureza artesanal do ataque e da falta de redutos fundamentalistas muçulmanos na China. Sem mencionar o Etim, a CCTV acrescentou que as oito pessoas de Xinjiang "decidiram aderir a um grupo terrorista" em setembro.

Os nomes dos suspeitos divulgados pela polícia sugerem que eles pertencem à comunidade uigur. A grande região autônoma de Xinjiang, situada no extremo oeste da China, registra com frequência distúrbios relacionados à tensão entre Han (etnia majoritária na China) e uigures. As autoridades acusam com regularidade os militantes uigures de "terrorismo".

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