"A investigação do caso prossegue. Não foram tomadas decisões", limitou-se a anunciar, em nota, o escritório do promotor Cyrus Vance. "Esperamos que durante este tempo, o promotor do distrito tome as decisões necessárias para abandonar o caso contra Strauss-Kahn", acrescentam os advogados Taylor e Brafman.
O pedido de adiamento foi feito pela assistente da promotoria, Joan Illuzzi-Orbon, em carta ao magistrado Michael Obus. "O objetivo é facilitar a ambas as partes dar continuidade à investigação", diz o documento. A causa contra Strauss-Kahn teve uma reviravolta espetacular, depois do aparecimento de falhas e mentiras no depoimento da camareira do hotel, que levaram à libertação sob palavra de Strauss-Kahn, no dia 1º de julho, depois de passar alguns dias numa prisão e semanas de detenção domiciliar.
Strauss-Kahn é acusado de sete crimes, entre eles de tentativa de estupro e agressão sexual. Ao confirmar que a audiência foi postergada, os advogados de defesa pediram à promotoria para que abandonasse as acusações contra seu cliente, que também é acusado por uma jornalista na França de "tentativa de estupro".
A promotoria de Nova York já havia anunciado na quarta-feira que seguiria adiante no caso. O advogado de acusação, Kenneth Thompson, exigiu que Vance deixe o caso por falta de imparcialidade e um "possível conflito de interesse".