Pelo menos 58 pessoas morreram em um terremoto de 8,2 graus que sacudiu nesta sexta-feira o sul do México, informaram autoridades. Até o momento houve 45 mortos no estado de Oaxaca, três em Tabasco e outros 10 no vizinho Chiapas, informou no Twitter o titular da Proteção Civil federal, Luis Felipe Puente.
O terremoto aconteceu às 23h49min locais (01h49min de Brasília, sexta-feira) perto da cidade de Tonalá (Chiapas), a quase 100 km da costa, a uma profundidade de 19 quilômetros. "É o maior tremor registrado no país nos últimos anos", afirmou o presidente Enrique Peña Nieto, em uma mensagem transmitida na televisão momentos depois do abalo sísmico. O pânico se espalhou de norte a sul do país entre seus 120 milhões de habitantes.
As aulas foram suspensas em vários estados, incluindo a capital, para uma revisão estrutural das escolas. Na cidade de Juchitán, em Oaxaca, vizinho de Chiapas, um hotel desabou e várias casas sofreram danos, mas o governo estadual não registrou vítimas.
Milhares de moradores da Cidade do México saíram de suas casas quando receberam o alerta sísmico, que avisa a população um minuto antes de um tremor.
A capital e sua região metropolitana, com mais de 20 milhões de habitantes, não registraram muitos problemas, no entanto, e os transportes públicos seguiram com funcionamento normal. O aeroporto internacional suspendeu momentaneamente algumas operações.
As autoridades mencionaram vidros quebrados, quedas de objetos em avenidas, mas até o momento não há informações sobre incidentes relacionados com pessoas. Especialistas explicaram que o terremoto não foi sentido na Cidade do México da mesma maneira que outros de menor intensidade porque o epicentro está a 800 km da capital, que é afetada sobretudo por tremores registrados na costa de Guerrero, a 400 km.
Aumenta para 58 número de mortos em terremoto no México
Aulas foram suspensas em vários estados para uma revisão estrutural das escolas