Mundo

Áustria naturalizou desde 2020 mais de 40 mil descendentes de vítimas do nazismo

Mais da metade das naturalizações foi concedida a israelenses

Áustria naturalizou desde 2020 mais de 40 mil descendentes de vítimas do nazismo
Áustria naturalizou desde 2020 mais de 40 mil descendentes de vítimas do nazismo Foto : Paulo Nunes / CP Memória

Mais de 40 mil pessoas, em sua maioria israelenses, obtiveram a cidadania austríaca desde uma mudança na legislação de 2020 que concede passaportes a descendentes de vítimas do Holocausto, disseram autoridades nesta terça-feira (27).

"Em tão pouco tempo, é um bom sinal de confiança", disse Hannah Lessing, secretária-geral do Fundo Nacional Austríaco para Vítimas do Nazismo, em uma coletiva de imprensa em Viena. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Áustria, mais da metade das naturalizações (51%) foi concedida a israelenses, seguidos por americanos (22%) e britânicos (13%).

Em seguida, vêm argentinos (3%), australianos (3%), canadenses (1%) e mexicanos (1%). Outras nacionalidades representam 6% do total.

Os filhos, netos e bisnetos de judeus e vítimas do nazismo que deixaram a Áustria devido à perseguição pelo regime nazista agora podem solicitar a cidadania austríaca, uma possibilidade anteriormente disponível apenas para sobreviventes do Holocausto.

Desde o final do século XIX, graças à sua minoria judaica, Viena tornou-se o caldeirão artístico da Europa.

Antes de ser anexada pelo Terceiro Reich, o país tinha 200 mil judeus. Mais de 65 mil morreram durante o Holocausto. Para sobreviver, a grande maioria dos restantes teve que fugir para o exterior.

Veja Também