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Autor de atentado e decapitação na França tinha vínculos com EI

Segundo promotor, Salhi mantinha contato com francês que está na Síria

Segundo promotor, Salhi mantinha contato com francês que está na Síria
Segundo promotor, Salhi mantinha contato com francês que está na Síria Foto : Philippe Desmazes / AFP / CP
O homem que decapitou na sexta-feira uma pessoa e atacou uma usina de gás na França tinha uma "motivação terrorista" e estava vinculado ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI), afirmou a promotoria de Paris. "A investigação dá a entender uma motivação terrorista no gesto de Yassin Salhi, ainda que justificado por considerações pessoais", disse o promotor François Molins.

Ele também destacou que Salhi, detido logo depois do ataque, havia enviado fotos da decapitação a um francês que está na Síria, com um pedido para que o EI divulgasse as imagens.

O atentado cometido por Salhi "corresponde exatamente às determinações do Daesh (acrônimo em árabe do EI)", ou seja, matar "infiéis", declarou Molins, que comparou a tentativa de explodir a usina de gás a uma "operação mártir" praticada pelos jihadistas.

Segundo o promotor, Salhi mantinha contato com frequência com um francês que está na Síria, identificado como "Younes", e enviou a este uma selfie com a cabeça de seu chefe, que decapitou antes do ataque contra a usina. O suspeito explicou que os atos foram motivados por um conflito com o chefe e uma disputa conjugal. Segundo ele, a motivação foi puramente pessoal.

"Na realidade, uma coisa não exclui a outra e a escolha de matar uma pessoa pela qual sentia aversão não exclui uma motivação terrorista", afirmou o promotor. Salhi colocou a cabeça da vítima na cerca da usina de gás, ao lado de bandeiras com frases muçulmanas, que ele disse ter comprado na véspera do ataque, segundo Molins.

O promotor também revelou um "testemunho indireto", segundo o qual Younes teria "solicitado a autorização do EI para divulgar a selfie". O autor do ataque afirmou aos investigadores que não lembrava do fato de ter colocado a cabeça na cerca e nem do envio da foto. "Todo seu comportamento demonstra que, a partir da véspera, ele havia idealizado seu projeto criminosos terrorista", afirmou o promotor.