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Autor dos atentados da Noruega quer depor de "uniforme"

Tribunal de Oslo poderá decretar prisão preventiva do suspeito por no máximo de quatro semanas

O norueguês Anders Behring Breivik, que assumiu os atentados que deixaram 93 mortos em seu país na sexta-feira, pediu para comparecer de uniforme à audiência pública de segunda-feira, na qual será julgado, informou seu advogado neste domingo. "Ele tem dois desejos: o primeiro é que a audiência seja pública e o segundo é que ele possa vestir-se de uniforme", disse o advogado Geir Lippestead à televisão NRK. "Desconheço de que uniforme se trata", completou.

Breivik comparecerá na segunda-feira às 8h (de Brasília) ante um tribunal de Oslo que poderá decretar sua prisão preventiva por um período máximo de quatro semanas. Esse período poderá ser renovado em nova audiência a ser realizada até o fim das quatro semanas, conforme explicou aos jornalistas o Comissário Sveinung Sponheim. "Há poucas dúvidas de que ele será preso", disse Lippestead.

A decisão, no entanto, sobre se a audiência será ou não pública caberá ao juiz. "Ele quer explicar o que fez. E quer fazê-lo publicamente", justificou o advogado.

Segundo a imprensa norueguesa, a polícia pedirá que a audiência seja celebrada a portas fechadas. Atualmente, Breivik tem o estatuto de suspeito ante o sistema judicial norueguês e não pode ser considerado culpado até o final da investigação policial, mesmo que já tenha assumido o crime.

A polícia afirmou que ainda desconhece os motivos para o massacre. Segundo Breivik, ele atuou sozinho. Segundo a última análise da polícia, 93 pessoas morreram em um tiroteio contra uma reunião de jovens na ilha de Utoya, próxima de Oslo, e na explosão, ocorrida um pouco antes, de um carro-bomba próximo à sede do governo na capital norueguesa.

Neste domingo, foi realizada uma cerimônia religiosa na catedral de Oslo. O encontro foi celebrado em um clima de muita tristeza: o rei Harald V estava com os olhos marejados, o primeiro-ministro com a voz embargada, políticos em prantos e centenas de pessoas em silêncio. A princesa Martha-Louise e a rainha Sonja não puderam conter os soluços.

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