Os autores de três chacinas cometidas em Torreón (norte do México) este ano, com saldo de 35 mortos, são condenados que a diretora de uma penitenciária permitia que saíssem à noite para praticar assassinatos por encomenda, informou a promotoria, nesse domingo.
"Os autores dos crimes são supostamente um grupo de detentos do Centro de Readaptação Social de Gómez Palacios, Durango (norte), aos quais se permitia sair da prisão e usar armas dos guardas para realizar estas execuções", disse, em conferência, Ricardo Nájera, porta-voz da Procuradoria Geral de Justiça.
Um total de 17 pessoas foram mortas na madrugada de 18 de julho, enquanto estavam numa festa em um centro recreativo. Outra chacina similar ocorreu em 15 de maio, em um bar, matando 8 jovens, enquanto outras 10 pessoas foram mortas em um terceiro massacre, em 1º de fevereiro passado, em Torreón, vizinha de Gómez Palacios, onde fica a penitenciária.
Os presos saíam com autorização de Margarita Gómez, diretora da prisão, agora detida provisoriamente junto com outros três funcionários, "para cumprir vingança por encomenda, usando veículos oficiais para seu transporte e armas dos guardas para sua execução", disse Nájera.
Autoridades de diferentes corporações faziam, nestes dias, uma operação para identificar as armas dos guardas e compará-las com os cartuchos encontrados nos locais das chacinas e determinaram que 4 armas (dos guardas) tipo AR-15 foram usadas para praticar as três chacinas mencionadas, disse o porta-voz.
Cerca de 25 mil pessoas morreram no México desde dezembro de 2006, pelas mãos do crime organizado, apesar da mobilização de 50 mil militares no país para combatê-lo.
Autores de chacinas no México deixavam prisão para matar
Presos saíam com autorização da diretora do presídio, detida provisoriamente junto com outros três funcionários