As autoridades chinesas anticorrupção sancionaram quase 8 milhões de pessoas desde que o presidente Xi Jinping, que estimula a campanha, chegou ao poder em 2012, informou um funcionário de alto escalão nesta sexta-feira (30).
O anúncio foi feito um dia após o fim de uma importante reunião do Partido Comunista Chinês, que aprovou a expulsão de 33 figuras políticas, entre elas Zhang Youxia, o ex-general de maior patente do país.
Desde que chegou ao poder, o presidente chinês iniciou uma intensa campanha contra a corrupção, um problema que há décadas afeta a política e a economia do país.
No âmbito da campanha, milhões de pessoas de diferentes níveis hierárquicos foram investigadas e dezenas de funcionários do poderoso Comitê Central do Partido Comunista (com quase 300 membros) foram destituídos, assim como vários comandantes militares.
Os órgãos anticorrupção sancionaram 7,9 milhões de pessoas desde 2012, declarou Zhang Fuhai, secretário-adjunto da Comissão Central de Inspeção Disciplinar (CCDI), durante uma entrevista coletiva.
Os defensores da campanha consideram que contribui para promover uma gestão pública íntegra.
Analistas acreditam que as destituições também buscam afastar rivais políticos de Xi Jinping e preparar o terreno para uma prorrogação de seu mandato no próximo congresso do partido, previsto para o segundo semestre de 2027.
Nos últimos anos, o Partido Comunista da China eliminou "graves perigos ocultos dentro do Partido, do Estado e do Exército" e está convencido de que é "melhor desagradar milhares de pessoas (sancionadas por corrupção) do que decepcionar 1,4 bilhão de chineses", declarou Zhang Fuhai.