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Autoridades líbias mantêm 7 mil prisioneiros que denunciam torturas e maus-tratos

País está sob o comando do Conselho Nacional de Transição

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Líbia, Ian Martin, disse nesta terça-feira que pelo menos 7 mil pessoas são prisioneiras de rebeldes no país. Segundo ele, os presos não têm a proteção da Justiça, nem da polícia. Martin acrescentou que há relatos de torturas. O país está sob o comando do Conselho Nacional de Transição (CNT).

Em entrevista coletiva, Martin disse que a diferença entre o atual governo e a gestão de Muammar Kadhafi – morto em 20 de outubro deste ano – é que autoridades estrangeiras têm acesso aos prisioneiros para averiguar a situação. Ele apresentou um relatório detalhado ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com Ian Martin, grande número dos detidos é formado por africanos. “Alguns dos detidos foram claramente submetidos a tortura e maus-tratos. Também há casos de mulheres detidas sem, no entanto, guardas do sexo feminino. Elas são mantidas sob supervisão masculina, além de crianças presas nos mesmos locais dos adultos.

O representante das Nações Unidas disse ainda que o clima na Líbia é de expectativa para o julgamento de Saif Al Islam, filho de Kadhafi, que era apontado como seu sucessor natural. O julgamento dele ocorrerá em Trípoli, em data ainda não definida, com o aval do Tribunal Penal Internacional.


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