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Autoridades ucranianas contabilizam 67 mortes nos confrontos em Kiev

Governo justifica uso de arma de fogo como "legítima defesa"

Oposição conta ao menos 60 mortos na Ucrânia
Oposição conta ao menos 60 mortos na Ucrânia Foto : Volodymyr Shuvayev / AFP / CP
Mais de 60 manifestantes teriam sido mortos em protestos na Ucrânia, segundo fontes da oposição. "Todos foram baleados", assinalou o chefe dos serviços médicos, Sviatoslav Janenko. A violência no país segue intensa hoje, mesmo após uma expectativa de trégua. Nesta quinta, o prefeito de Kiev anunciou que abandona o partido do presidente Viktor Yanukovytch como forma de protesto. “Estou disposto a tudo para deter a luta fratricida e o banho de sangue no coração da Ucrânia, na Praça da Independência”, disse Volodimir Makeienko.

Já as autoridades municipais de Kiev falam que pelo menos 67 pessoas morreram desde terça-feira em confrontos entre a polícia e os manifestantes opositores."Foram entregues 67 corpos ao departamento de medicina forense na tarde desta quinta", indicou a prefeitura de Kiev em um comunicado.

O governo ucraniano divulgou nota dizendo que armas de fogo foram usadas durante as manifestações em "legítima defesa". Segundo o texto do Ministério do Interior, homens armados não identificados atiraram contra policiais pela manhã. "Para proteger a vida dos policiais, foi decidido trazê-los de volta para posições mais seguras e pelo uso de armas de fogo em legítima defesa. Os policiais têm o direito de usar armas de fogo", declarou o serviço de imprensa do órgão. De acordo com o governo ucraniano, 67 policiais foram capturados pelos manifestantes em Kiev.

O Ministério do Interior ucraniano pediu nesta quinta-feira que os habitantes de Kiev não saiam de casa ou se dirijam ao centro da cidade. “Neste momento mais vale limitar os deslocamentos em carros particulares e não sair às ruas. Há pessoas armadas com intenções agressivas nas ruas de Kiev”, informou.







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