O primeiro presidente negro da África do Sul será sepultado no domingo. O funeral começará às 8h (4h de Brasília), com uma cerimônia de duas horas que deve contar com a presença de 50 mil pessoas. Mas o enterro será estritamente privado, fechado à imprensa e ao público.
O Congresso Nacional Africano (ANC) prestou neste sábado a última homenagem a Mandela no aeroporto militar de Pretória, antes do caixão com o corpo do ex-presidente sul-africano ser transportado para Qunu. O caixão, coberto com a bandeira sul-africana, foi velado por centenas de pessoas. Mandla, o neto mais velho de Mandela, fez um discurso durante o qual repassou a vida e o combate do pai da África do Sul democrática.
"Nos últimos dias estive ao lado de meu avô enquanto seu corpo era velado. Vi seu exército, seu povo, vi os sul-africanos comuns, que percorreram com ele o longo caminho para a liberdade", disse Mandla.
Depois do neto de Mandela, o presidente sul-africano Jacob Zuma discursou e destacou a virtude de comando do falecido líder, sua força de persuasão e sua capacidade de perdão. "Precisamos de outros Madiba para que nosso país possa prosperar", afirmou Zuma. Em três dias, mais de 100 mil sul-africanos compareceram ao velório de Nelson Mandela em Pretória.