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Avião da FAB pousa na Venezuela com médicos e cães farejadores para apoiar resgates após terremotos

Duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5 deixou quase mil mortos e mais de 50 mil desaparecidos

Avião transporta médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para apoiar o país vizinho após os terremotos
Avião transporta médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para apoiar o país vizinho após os terremotos Foto : FAB / Divulgação

Uma aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB), operada pelo Esquadrão Zeus (1º GTT), pousou às 23h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26) na Base Militar El Libertador, em Maracay, na Venezuela. O avião transporta médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para apoiar o país vizinho após os terremotos registrados na última terça-feira (23).

Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE), a mobilização integra o esforço internacional de resposta à emergência humanitária e conta com uma equipe de Busca e Resgate Urbano de nível pesado, reunindo profissionais da Sedec/MIDR, bombeiros militares de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Anatel.

Segundo voo

O segundo voo humanitário da FAB para atender às vítimas do terremoto está previsto para decolar às 11h, na Base Área do Galeão, no Rio de Janeiro.

A aeronave vai levar um hospital de campanha da Marinha e 100 purificadores de água com painel solar. O equipamento tem a capacidade de tratar 5 mil litros por dia. E 48 militares da Marinha também estarão a bordo.

A operação de ajuda humanitária foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e faz parte dos esforços internacionais para envio de auxílio ao governo venezuelano.

Quase mil mortos

O duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5 deixou quase mil mortos e mais de 50 mil desaparecidos, gerando um sentimento de impotência na população diante da escassa ajuda oficial. Os tremores causaram o desabamento de centenas de prédios, concentrados principalmente no balneário de La Guaira. "Estamos revoltados, precisamos de ajuda. Há pessoas vivas e faltam mãos e ferramentas. Estou procurando minha mãe, minha mulher e meu filho", desabafou o sobrevivente Marlon Ochoa.

O governo venezuelano restringiu o acesso ao estado de La Guaira e anunciou sua militarização. Moradores locais denunciam a precariedade e a falta de socorristas do governo, cenário que coincide com o início da chegada de brigadas estrangeiras. O clima de tensão política também se acentuou na capital: a presidente encarregada, Delcy Rodríguez, foi vaiada por moradores ao se aproximar dos escombros de um edifício em Caracas. "Fora! Chega de fazer campanha política durante uma tragédia como a que estamos vivendo! O governo não está fazendo nada pelo povo!", gritaram os cidadãos.

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