Durante entrevista coletiva após os atentados à Bruxelas, o primeiro-ministro belga, Charles Michel, condenou nesta terça-feira os "atentados cegos, violentos e covardes" que aconteceram em Bruxelas, no aeroporto internacional e em uma estação de metrô do distrito europeu da capital.
"Temíamos um atentado terrorista e aconteceu", afirmou Michel, e pediu à população "tranquilidade e solidariedade". Os atentados deixaram "muitos mortos, muitos feridos graves", completou, sem anunciar um balanço. Ao menos 21 pessoas morreram, segundo o corpo de bombeiros.
As duas explosões no aeroporto internacional de Bruxelas foram provocadas por ao menos um homem-bomba, indicou o procurador-geral da Bélgica, Frederic Van Leeuw, na coletiva. "Ocorreram duas explosões na zona de partidas, uma provavelmente provocada por um homem-bomba", disse o procurador Frederic Van Leeuw em uma coletiva de imprensa junto ao primeiro-ministro belga, Charles Michel.
A aeroporto foi fechado e a maioria dos voos desviada para outros terminais da região. Foi também fechado o trânsito ferroviário com ligação às instalações aeroportuárias. Citando testemunhas que estavam no local, a imprensa informou que foram ouvidos tiros antes da explosão e gritos de frases em árabe. No outro aeroporto da capital belga, a segurança foi reforçada, com a presença de militares armados e o controle sistemático de veículos.
O nível de alerta terrorista foi elevado para quatro, o máximo da escala, na sequência das explosões registradas esta manhã no aeroporto de Bruxelas e em uma estação do metrô da capital belga.
Bélgica foi atingida por atentados "cegos, violentos, covardes", afirma primeiro-ministro
Informação foi dada pelo procurador-geral da Bélgica, Frederic Van Leeuw