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Baltazar Garzón é condenado por escutas ilegais na Espanha

Juiz espanhol ficou conhecido pela detenção do ex-ditador chileno Augusto Pinochet

O juiz espanhol Baltasar Garzón, de 56 anos, julgado na Espanha por ter investigado os crimes do franquismo, foi condenado nesta quinta-feira a 11 anos sem poder exercer a profissão por ter ordenado escutas ilegais, informou o Supremo Tribunal espanhol. A alta corte o julgou em meados de janeiro por ter comprometido o direito de defesa por ordenar a gravação de conversas na prisão entre advogados e seus clientes. Eles seriam supostos organizadores de uma rede de corrupção que em 2009 envolveu lideranças do Partido Popular (PP), que governa hoje a Espanha.

O juiz espanhol ficou conhecido pela detenção do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em 1998, em Londres. O tribunal deve ainda ditar a sentença de outro julgamento contra o magistrado, acusado por dois grupos de ultradireita espanhóis de ter tentado investigar o destino de mais de 114 mil desaparecidos durante o franquismo, apesar de uma lei de Anistia de 1977.

A coincidência destes casos contra Garzón, e a existência de um terceiro para o qual ainda não foi anunciado julgamento, levaram seus partidários a denunciar uma manobra política contra um magistrado.


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