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Ban Ki-moon é reeleito para um segundo mandado na ONU

Segundo mandato do chanceler começará no dia 1º de janeiro e terminará no fim de 2016

Ban Ki-moon é reeleito para um segundo mandado na ONU
Ban Ki-moon é reeleito para um segundo mandado na ONU Foto : Don Emmert / AFP / CP
A Assembleia Geral da ONU votou, por unanimidade, a reeleição do sul-coreano Ban Ki-moon para um segundo período de cinco anos como secretário-geral da organização internacional. Os 192 membros confirmaram por consenso na sede das Nações Unidas em Nova Iorque e o novo mandato de Ban, que terá início no dia 1º de janeiro, terminará no fim de 2016.

Com um sorriso, Ban, de 67 anos, curvou-se diante dos embaixadores e diplomatas reunidos na sede da ONU que o apoiaram com aplausos. A reeleição – que condena os líderes de países árabes que enfrentam protestos populares, mas é criticado por alguns grupos de direitos humanos – já era dada como certa há vários meses.

O ex-chanceler sul-coreano lançou sua candidatura há duas semanas e recebeu o apoio formal do Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira. "É um imenso privilégio servir a esta grande organização como secretário-geral e estou agradecido pela confiança e apoio", declarou Ban na sexta-feira a jornalistas em Brasília, de acordo com um comunicado da ONU.

Desafios

Ban afirmou que as mudanças climáticas são seu principal desafio. Para ele, a luta contra o aquecimento global é "a prioridade mais importante" para a humanidade. O secretário-geral da ONU também prometeu seguir defendendo os manifestantes que desafiam os líderes – no poder há muitos anos – nos países árabes.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, agora nega-se a atender suas chamadas, afirmou um porta-voz da ONU. Ban também teve confrontos telefônicos com o líder líbio Muamar Kadhafi e outros presidentes da região nos últimos meses.

Perfil

O diplomata de carreira assumiu o cargo de secretário-geral da ONU em 2007, substituindo Kofi Annan e definindo-se como um "harmonizador" e um "construtor de pontes". Grupos de direitos humanos, no entanto, o criticaram por não se expressar a favor do preso Liu Xiaobo, Prêmio Nobel da Paz, durante uma reunião com o presidente chinês Hu Jintao em novembro.

Eles afirmam que Ban é muito respeitoso em relação à China e aos outros quatro membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Rússia, Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, – que poderiam ter vetado sua nova nomeação.

Apesar das críticas, Ban irritou a China e a Rússia com sua forte postura sobre a Líbia, a Síria e as revoltas no Iêmen. Ban, que foi chanceler sul-coreano de 2004 a 2007, é o oitavo secretário-geral desde a criação da ONU, após a Segunda Guerra Mundial.

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