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Ban Ki-moon diz que repressão na Síria é uma afronta à Humanidade

Ministro das Relações Exteriores russo deve visitar o país e pedir que plano de transição seja implementado

Foto : NOVA YORK (AFP)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta segunda-feira que está horrorizado com a intensificação dos ataques do governo contra a cidade rebelde de Homs, que classificou de "inaceitáveis para a Humanidade". Ban oficializou a condenação global à repressão das forças do presidente Bashar al-Assad, depois que uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria foi vetada no sábado por China e Rússia.

"O secretário-geral está horrorizado com a escalada de violência na Síria, em particular com o crescente registro de mortos e com a manutenção da repressão na cidade de Homs, que inclui o uso de artilharia pesada e o bombardeio de áreas civis", disse o porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky. Ban acrescentou: "A ausência de um acordo no Conselho de Segurança não dá às autoridades sírias licença para intensificar os ataques contra o povo sírio. Nenhum governo pode cometer tais atos contra seu povo sem que sua legitimidade seja erodida".

Pelo menos 69 civis foram assassinados nesta segunda-feira na Síria quando tropas do regime bombardearam Homs com morteiros e atacaram Zabadani, próximo da capital, disseram ativistas opositores.

Esperança de transição

Os Estados Unidos manifestaram sua esperança nesta segunda-feira de que o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, que deve visitar Damasco na terça-feira, "faça o regime de Assad compreender" o quão "isolado" está no plano internacional. "Esperamos que Lavrov aproveite esta oportunidade para fazer o regime de Assad compreender o quão isolado está", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

Nuland disse que espera que o ministro russo estimule "Assad e seus aliados a implementar o plano da Liga Árabe de transição do poder". Sergei Lavrov, cujo país é um tradicional aliado da Síria no Oriente Médio, se reunirá com Assad em Damasco na terça.

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