"O secretário-geral está horrorizado com a escalada de violência na Síria, em particular com o crescente registro de mortos e com a manutenção da repressão na cidade de Homs, que inclui o uso de artilharia pesada e o bombardeio de áreas civis", disse o porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky. Ban acrescentou: "A ausência de um acordo no Conselho de Segurança não dá às autoridades sírias licença para intensificar os ataques contra o povo sírio. Nenhum governo pode cometer tais atos contra seu povo sem que sua legitimidade seja erodida".
Pelo menos 69 civis foram assassinados nesta segunda-feira na Síria quando tropas do regime bombardearam Homs com morteiros e atacaram Zabadani, próximo da capital, disseram ativistas opositores.
Esperança de transição
Os Estados Unidos manifestaram sua esperança nesta segunda-feira de que o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, que deve visitar Damasco na terça-feira, "faça o regime de Assad compreender" o quão "isolado" está no plano internacional. "Esperamos que Lavrov aproveite esta oportunidade para fazer o regime de Assad compreender o quão isolado está", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.
Nuland disse que espera que o ministro russo estimule "Assad e seus aliados a implementar o plano da Liga Árabe de transição do poder". Sergei Lavrov, cujo país é um tradicional aliado da Síria no Oriente Médio, se reunirá com Assad em Damasco na terça.