O banco privado do Goldman na Suíça tinha cerca de US$ 12 bilhões em ativos sob sua supervisão no final do ano passado, de acordo com uma das fontes. O banco privado do Morgan Stanley na Suíça tinha US$ 50,7 bilhões em ativos sob sua gestão no ano passado, embora a maior parte disso tenha vindo de filiais em Hong Kong e Cingapura.
As instituições não eram obrigadas pelos reguladores dos EUA a revelar sua participação no programa, ainda que pudessem sofrer multas, segundo as fontes. Bancos que atraíram investigações criminais são considerados categoria 1 de credores pelo Departamento de Justiça. Esses bancos não podem participar no programa de autorrelato do departamento.
Bancos nessa parte do programa, apelidada de categoria 2, concordaram em investigar seus livros e compilar informações sobre como montaram contas suíças para clientes norte-americanos. Essa informação, incluindo o quanto estava contido nas contas, deverá ser analisada por um examinador independente.
O Departamento de Justiça informou que 106 bancos suíços, ou mais de um terço do total do país, já se comprometeram com a categoria 2. Advogados e outros especialistas afirmam que muitos bancos optaram pela categoria 2 como um movimento de precaução, porque descobrir todos os laços dos clientes com os EUA - inclusive eventuais segundo passaporte ou autorização de residência, por exemplo - pode ser difícil. A mesma lógica foi utilizada pelas operações suíças de Goldman Sachs e Morgan Stanley, conforme as fontes.
O Departamento de Justiça deverá concluir a investigação sobre os bancos na categoria 2 até o final de junho. As operações suíças de bancos norte-americanos têm uma parcela relativamente pequena do mercado suíço de serviços de gestão de riqueza, que é dominado por agentes locais UBS e Credit Suisse.