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Banquete de Maduro em Istambul causa revolta na Venezuela

Janta do presidente venezuelano teria até oito salários mínimos do país

Vídeo de janta de Maduro causou revolta entre venezuelanos
Vídeo de janta de Maduro causou revolta entre venezuelanos Foto : Reprodução YouTube / CP
Vídeos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, comendo suculentos pedaços de carne servidos por um famoso chef em Istambul causaram indignação na Venezuela, onde a fome é crescente devido à crise econômica.

“Isto é apenas uma vez na vida”, celebra Maduro junto a sua mulher, Cilia Flores, enquanto o chef turco Nusret Gökçe, conhecido por Salt Bae, corta a carne em um dos seus restaurantes, frequentado por celebridades como Leonardo Di Caprio e Cristiano Ronaldo.

O presidente socialista, que voltou na madrugada de segunda-feira a Caracas ao final de uma viagem à China, confirmou que parou em Istambul para almoçar a convite das autoridades turcas. Compartilhamos um restaurante famoso. Envio aqui meus agradecimentos a Nusret, nos atendeu pessoalmente e conversamos. Ele ama a Venezuela”, declarou Maduro em rede nacional de rádio e TV. Salt Bae, que divulgou o vídeo nas redes sociais, decidiu retirá-lo diante da enxurrada de críticas.

“Chavismo é pedir dinheiro emprestado da China porque não tem como pagar as dívidas e ir a restaurantes de luxo”, criticou o especialista em meios digitais Luis Carlos Díaz no Twitter.

O prato por pessoa nos restaurantes de Salt Bae custa entre 70 e 250 dólares, de acordo com a imprensa especializada. Isto representa entre dois e oito meses de salário mínimo na Venezuela, segundo a cotação oficial.

Em outro vídeo no restaurante, Maduro fuma um charuto de uma caixa com seu nome em placa dourada, e recebe uma camiseta com a imagem do chef.

Durante a visita de Maduro, ex-motorista de ônibus que se define como “presidente operário”, o restaurante foi cercado por policiais turcos fortemente armados.

"Comendo carne e fumando charutos com os dólares que nega para a compra de medicamentos e comida: PRESIDENTE OPERÁRIO?!" - denunciou o dissidente chavista Nicmer Evans, sobre a severa crise na Venezuela.