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Barras de combustível do reator nuclear ficam totalmente expostas no Japão

Empresa Tokyo Electric Power Co informou ao governo a perda da capacidade de resfriamento

As barras de combustível do reator número 2 da usina nuclear de Fukushima 1 ficaram de novo totalmente expostas depois de uma nova queda do nível da água de resfriamento, reavivando os receios de uma eventual fusão. A informação é da agência Kyodo News.

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A pressão do ar no interior do reator 2 aumentou subitamente quando a válvula de regulação do ar foi fechada acidentalmente, informou o canal NHK. Em consequência, foi bloqueada a alimentação de água ao circuito de refrigeração, fazendo nível de água dentro do reator 2 sofrer forte diminuição e impedindo o resfriamento das barras.

A empresa operadora da usina, a Tokyo Electric Power (Tepco), informou ao governo japonês a perda da capacidade de resfriamento como uma emergência.

Reator de usina resistiu a duas explosões

O reator 3 da usina nuclear resistiu às duas explosões que ocorreram nesta segunda-feira, no horário local, gerando a liberação de espessa coluna de fumaça branca. A informação foi dada pela Tokyo Electric Power e confirmada pelo governo japonês. Diante das explosões, a Agência de Segurança Nuclear do Japão havia pedido que a população no entorno da usina permanecesse dentro de casa.

Obama diz estar com coração partido

Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que está "de coração partido" com as imagens de devastação vindas do Japão. O país foi atingido na sexta-feira por um terremoto e um tsunami, além de estar ameaçado por uma crise nuclear.

Obama disse que os EUA estão dispostos a enviar qualquer tipo de assistência necessária para ajudar o Japão em suas tentativas de se recuperar das tragédias. Militares norte-americanos estão participando das missões de ajuda ao Japão, mas também estão enfrentando dificuldades.

Hoje, a Marinha dos Estados Unidos informou que tirou seus navios da área da usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, devido ao risco de contaminação. Ontem, a corporação detectou níveis baixos de radiação no porta-aviões USS Ronald Reagan e em 17 tripulantes de helicópteros que estiveram na região para trabalhos humanitários.

O comandante da Marinha, Jeff Davis, porta-voz da 7ª Frota Naval dos Estados Unidos, disse que a corporação está comprometida com a continuidade da operação para ajudar os japoneses depois do terremoto. No entanto, afirmou que os oficiais tiveram de definir como continuar as ações em segurança.

Ao transferir os navios para fora da rota dos ventos vindos da usina, Davis disse que a Marinha pode manter suas operações com menos riscos aos norte-americanos que fazem parte delas. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.


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