A Via Sacra teve início às 21h15min (horário local) e este ano durou menos de duas horas. O Papa encarregou a redação das meditações lidas durante as 14 estações à religiosa Maria Rita Piccione, presidente da Fundação das Freiras Augustinas. Esta foi a primeira vez que Bento XVI entregou a redação das meditações da Via Sacra a uma mulher.
Elas foram inspiradas no pensamento de Santo Agostinho (354-430), uma das referências de Bento XVI, que se graduou como teólogo, em 1953, com uma tese sobre a doutrina da Igreja segundo este santo. O texto denuncia "a perseguição contra a Igreja de ontem e de hoje", que "mata cristãos em nome de um Deus estranho ao amor, e que ataca a dignidade com mentiras e palavras arrogantes".
Este ano, a cruz foi carregada nas 14 estações do calvário por uma família romana, de cinco filhos, outra família etíope e uma menina egípcia. A maior parte da cerimônia foi oficiada pelo cardeal italiano Agostino Vallini, vigário de Roma. A Via Sacra foi acompanhada por numerosos peregrinos, que carregavam tochas, e transmitida pela TV para vários países do planeta.
Na noite de hoje, o Papa presidirá na Basílica de São Pedro a vigília de Páscoa, antes da missa do domingo pascal e da tradicional benção "urbi et orbi". Mais cedo nesta sexta-feira, Bento XVI deu uma inédita entrevista à TV, na qual fez um apelo às autoridades iraquianas a ajudar os cristãos, ao mesmo tempo em que exortou os marfinenses a renunciar à violência.