Há vários meses, os jornais italianos publicam revelações e conversas picantes entre as jovens que participaram de festas particulares do primeiro-ministro em sua luxuosa mansão de Milão, a Vila Arcore. "Tudo está muito bem, como sempre", limitou-se a dizer Berlusconi, na saída de uma recepção na embaixada italiana em frente à Santa Sé, à qual compareceram autoridades dos dois Estados.
Segundo fontes do Vaticano, "a situação no Oriente Médio e dos cristãos nesta região" foram os temas abordados durante o encontro, enquanto o chanceler italiano, Franco Frattini, assegurou que foram abordados temas como o "testamento biológico".
Embora a influente Igreja Católica italiana tenha reconhecido oficialmente, na terça-feira passada, seu mal-estar pela proporção do escândalo sexual envolvendo o chefe de governo e tenha pedido à classe política que mantenha "sobriedade", "disciplina" e "honra", a instituição continua a apoiar o governo conservador de Berlusconi.
O controverso milionário e político, que tem se pronunciado alinhado à Igreja contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a eutanásia, as pesquisas com células-tronco e aprovou o financiamento público de colégios religiosos.
Apesar disso, meios de comunicação católicos como Avvenire e a revista Famiglia Cristiana têm sido muito críticos com Berlusconi, que nega as acusações feitas contra ele e garante ser vítima de juízes politizados. "A Igreja é muito pragmática e perdoa os pecados do homem", comentou um vaticanista.