Nessa terça-feira, a justiça italiana determinou o julgamento imediato de Berlusconi, um procedimento particularmente rápido e previsto pelo Código Penal italiano, em função da acusação de ter contratado uma prostituta menor de idade e ter abusado de sua função a favor dela.
Ele é acusado de ter pago por serviços sexuais de "Ruby", a jovem marroquina Karima el Mahroug, entre fevereiro e maio de 2010, quando ela ainda era menor. Além disso, o primeiro ministro teria pressionado a polícia milanesa para que soltassem a jovem, após ela ter sido presa por roubo na noite de 27 para 28 de maio.
Tanto Berlusconi, 74 anos, quanto Ruby, 18 anos desde novembro, negaram terem mantido relações sexuais. A jovem apenas admitiu ter participado de jantares "normais e comportados".
Segundo a defesa de Berlusconi, ele tentou liberar a jovem pois acreditava que ela era "a sobrinha do presidente egípcio Hosni Mubarak" e queria preservar as boas relações com o país árabe.
O Rubygate é o terceiro escândalo sexual no qual Berlusconi se envolve. Em maio de 2009, houve o caso Noemi, uma menor com quem o Cavaliere se encontrava e que acabou levando a mulher do chefe de governo a pedir o divórcio, e, em junho de 2009, o caso D'Addario, uma prostituta que tornou pública uma noite tórrida com Berlusconi.