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Bióloga gaúcha presa na Rússia é indiciada por pirataria

Ativista do Greenpeace pode ser punida com pena de 10 a 15 anos de detenção

Imagem mostra momento da abordagem do grupo de ativistas
Imagem mostra momento da abordagem do grupo de ativistas Foto : Greenpeace / AFP / CP
Dois ativistas do Greenpeace – um britânico e a bióloga gaúcha Ana Paula Maciel – foram indiciados nesta quarta-feira, na Rússia, por pirataria em grupo organizado, um crime que pode ser punido com pena de entre 10 e 15 anos de prisão, informou a organização ecológica.

"O cinegrafista do Reino Unido e uma ativista do Brasil foram indiciados", afirma o Greenpeace em um comunicado. "Os indiciamentos por pirataria não têm fundamento e não são apoiados por nenhuma prova", declarou Irina Isakova, advogada do Greenpeace, citada na nota.

Por meio de uma conta no Twitter, o Greenpeace divulgou fotos do momento da abordagem dos ativistas pela guarda costeira russa. Nas imagens, os integrantes do grupo aparecem desarmados, o que contraria a versão de pirataria. 


Entenda o caso


Quatro russos e 26 estrangeiros de 17 países, entre eles a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, estão detidos desde 19 de setembro na Rússia por participação em um ato de protesto em uma plataforma de petróleo no Ártico.
No mesmo dia, o barco "Artic Sunrise" do Greenpeace foi abordado por uma unidade da guarda costeira russa, depois que vários ativistas tentaram escalar uma plataforma petroleira da empresa russa Gazprom para denunciar o risco ecológico da extração de combustível.

O Comitê de Investigação russo iniciou os processos por pirataria. Os militantes negaram as acusações e relataram uma invasao ilegal das tropas russas ao barco, que estaria em águas internacionais.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou na semana passada que os ativistas não são piratas, mas que violaram as normas da lei internacional.

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