O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta segunda-feira (16) que o Serviço Secreto necessita de mais auxílio para realizar o seu trabalho, após uma nova suposta tentativa de assassinato ao candidato republicano e ex-mandatário Donald Trump.
"O Serviço Secreto necessita de mais ajuda", declarou Biden à imprensa na Casa Branca, após agentes terem disparado contra um homem armado, que posteriormente foi detido, perto do campo de golfe de Trump na Flórida, no domingo.
A imprensa dos Estados Unidos informou que o suspeito da aparente tentativa de assassinato de Donald Trump é um homem de 58 anos chamado Ryan Wesley Routh, que a AFP entrevistou em 2022 em Kiev, para onde ele viajou com a intenção de ajudar a Ucrânia na guerra contra a Rússia.
Canais de televisão, incluindo CNN e CBS, informaram que Routh era a pessoa detida. As duas emissoras o descreveram como um construtor autônomo de moradias do Havaí, com um histórico de décadas de detenções e que publicava posts nas redes sociais sobre política e temas da atualidade, geralmente com críticas a Trump.
Um dos temas abordados por Routh em suas redes sociais era a guerra da Ucrânia contra a invasão russa. "Estou disposto a voar para Khakiv e seguir para a fronteira com a Ucrânia como voluntário para lutar e morrer", escreveu na rede X e em março de 2022, segundo o jornal The New York Times.
No final de abril de 2022, a AFP entrevistou Routh em Kiev durante uma manifestação em apoio aos ucranianos bloqueados na cidade portuária de Mariupol. "Putin é um terrorista e deve ser reprimido, por isso precisamos que todos parem o que estão fazendo e venham para cá agora", declarou à AFP na época.