O envolvimento de Bin Laden e se seus principais líderes - que acredita-se estejam escondidos no Paquistão - reavivam as preocupações sobre o papel do país como local seguro para a Al-Qaeda e outras organizações extremistas. Os Estados Unidos têm pressionado o Paquistão a aumentar seus esforços para eliminar os militantes na montanhosa região fronteiriça.
Os agentes de contraterrorismo disseram, em condições de anonimato, que trabalham agora com a hipótese de que Bin Laden participou do complô. Um agente da inteligência paquistanesa disse afirmou que oito alemães e dois irmãos britânicos montavam o centro do plano terrorista, que ainda estava nos estágios iniciais. Um dos britânicos foi morto durante recente ataque de mísseis da Agência de Inteligência dos EUA (CIA), revelou o agente.
O Paquistão, a Grã-Bretanha e a Alemanha estão rastreando os suspeitos e interceptando suas ligações telefônicas, disse o agente, mantendo sua identidade preservada. Os Estados Unidos elevaram muito os ataques com mísseis no Waziristão do Norte. Acredita-se que pelo menos 21 deles tenham sido realizados apenas no mês passado. Os ataques são postos em prática principalmente por aviões não-tripulados da CIA, o que levou à morte de uma série de altos líderes militantes. O Paquistão reclama das ações, mas acredita-se que forneça informações de inteligência para alguns dos ataques.