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Black Friday é marcada por confrontos e até tiroteios nos EUA

Briga por produtos com descontos levou mulher a atacar dez pessoas com spray de pimenta

Briga por produtos com descontos levou mulher a atacar dez pessoas com spray de pimenta
Briga por produtos com descontos levou mulher a atacar dez pessoas com spray de pimenta Foto : Chris Franz/Getty Images/AFP/CP
Uma multidão de americanos se amontoou para fazer bons negócios nas vendas anuais da Black Friday. A confusão foi tamanha que uma consumidora chegou a espirrar spray de pimenta nos compradores "rivais" numa loja da rede de varejo Walmart.

Com barganhas online e em lojas dos Estados Unidos, a Black Friday marca o começo formal da temporada de compras do fim do ano, esperada por muitos varejistas. O tradicional frenesi dos compradores pelos descontos gigantes do Wal-Mart saiu do controle em uma loja de Los Angeles, onde a mulher citada acima levou a competição a sério demais, e atacou pelo menos 10 pessoas com o spray. Também houve relatos na imprensa americana de tiroteios e roubos na Califórnia, na Flórida e na Carolina do Sul.

A corrida por produtos com grandes descontos é alimentada pelo marketing agressivo. Este ano, muitas lojas começaram suas vendas no feriado nacional de Ação de Graças de quinta-feira, abertas durante toda a noite até sexta-feira.

A Sears abriu na manhã do dia de Ação de Graças, quando tradicionalmente as famílias se juntam para reuniões silenciosas, e a Toys R abriu às 22h, na quinta-feira. A grande concorrente dos descontos do Walmart, Target, desagradou seus funcionários ao abrir as portas à 0h de quinta, ao invés do tradicional horário de 5h da Black Friday.

Com a nação mergulhada em um pessimismo pós-recessão e a incerteza econômica minando a confiança dos empresários, há esperanças de que a Black Friday deste ano seja a centelha para uma recuperação impulsionada pelo consumo. Analistas de mercado da empresa SpendingPulse disseram que há potencial para mais de US$ 20 bilhões em vendas. A Blackfriday2011.com, uma câmara de compensação de anúncios de venda, previu 225 milhões de compradores, mais que os 212 milhões de 2010.

Com os gastos de consumo como principal condutor do crescimento dos EUA, o presidente Barack Obama, que concorre à reeleição no próximo ano, espera que muitas pessoas participem do atrapalhado resgate da economia. Os dados sobre as vendas varejistas de terça-feira dão sinais de otimismo. As vendas varejistas aumentaram 0,5% em outubro, em comparação com setembro, segundo o Departamento de Comércio, superando as expectativas do mercado.

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