“Não há surpresa. Voltaram a negar minha permissão de saída. É 19ª vez que violam o meu direito de entrar e sair do meu país", escreveu Sánchez. “Me sinto como um refém sequestrado por alguém que não escuta, nem dá explicações. Um governo de touca e pistola na cintura”, acrescentou a blogueira, de 36 anos, que recebeu prêmios internacionais por seus textos críticos sobre a situação na ilha comunista.
“Raúl Castro está em visita à Venezuela, e não me deixam visitar o Brasil. Coisas de totalitarismos”, continuou. No país sul-americano, Raúl Castro assistirá à cúpula da Alba. “Se todo este esforço serviu para levar luz sobre o absurdo migratório no qual estamos presos, então valeu a pena”, postou.
A série de tuítes ainda seguiu com um agradecimento a todos que acreditaram que dessa vez ela conseguiria sair da ilha e um questionamento direto à presidente Dilma Rousseff: “De que adianta que tenhamos um porto tão grande e moderno como o de Mariel se não podemos sair por ele?”.Dilma concede visto, mas não fala sobre direitos humanos
Sánchez, a quem as autoridades negaram permissões de saída da ilha nos últimos quatro anos, solicitou visto para o Brasil com o objetivo de participar em 10 de fevereiro da apresentação do documentário "Conexão Cuba-Honduras", do brasileiro Dado Galvão. Em visita à Cuba, Dilma se negou a fazer críticas envolvendo o tema dos direitos humanos.
“Eu dei, o Brasil deu, seu visto para a blogueira, os demais passos não são da competência do governo brasileiro”, afirmou a presidente, citando a necessidade de uma permissão de saída por parte do governo cubano.
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