Com pedidos que vão desde uma reforma constitucional até a redução de impostos para os combustíveis, a mobilização ameaça virar um protesto generalizado contra Sebastián Piñera, o primeiro presidente de direito desde a redemocratização do Chile, em 1990.
Manifestantes bloquearam com pneus incendiados e pedaços de paus esquinas importantes da capital, assim como vários cruzamentos da avenida Alameda, a principal via de Santiago. Na periferia, ônibus eram impedidos de circular e foram lançadas pedras. Apesar dos protestos, a cidade de mais de seis milhões de habitantes não estava paralisada.
Durante a madrugada, foram registrados confrontos entre manifestantes e policiais em bairros pobres da periferia. Na noite de terça-feira, milhares de chilenos saíram às ruas para manifestar apoio ao protesto. No bairro de La Pincoya, zona Norte de Santiago, um policial foi ferido ao ser atingido por um tiro durante uma ação para conter um protesto.
A paralisação foi convocada pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT), a maior central sindical do país, que reúne quase 10% da força de trabalho. O ato tem o apoio de estudantes e professores, que há três meses protestam por uma educação pública gratuita e de maior qualidade.