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Boca de urna revela ampla vantagem na reeleição de Evo Morales na Bolívia

Presidente já pensa em terceiro mandato em 2015

Evo Morales já pensa em terceiro mandato em 2015
Evo Morales já pensa em terceiro mandato em 2015 Foto : Aizar Raldes / AFP
O presidente Evo Morales saiu vencedor neste domingo no primeiro turno das eleições bolivianas, com 62% a 63% dos votos; seu mais imediato seguidor, Manfred Reyes Villa, obteve 23% a 24%, segundo resultados de boca de urna de três institutos de pesquisa diferentes. A consultora IPSOS estima que o presidente obteve 63,2% contra 24% dados ao direitista Reyes Villa e 7% ao empresário de centro-direita Samuel Doria Medina.

O instituto Mori dá 62% a Morales contra 23% a Reyes Villa e 9% a Doria Medina; já a Captura Consult considera que o presidente obteve 61% contra 25% dados a Reyes Villa e 10% da Doria Medina. Os resultados oficiales completos serão divulgados na próxima semana.

Morales e o terceiro mandato

Ao votar na escola 14 de Setembro, na região cocaleira do Chapare, centro da Bolívia, Morales surpreendeu: falou sobre a possibilidade de se candidatar a um terceiro mandato, comentando que estas eleições  podem ser interpretadas como seu primeiro mandato sob a nova Constituição, aprovada em janeiro deste ano.

É "constitucionalmente minha primeira eleição com base na nova Constituição política do Estado boliviano", insistiu Morales.

Clima de tranquilidade

Os observadores da OEA e da União Europeia destacaram em separado o clima de "tranquilidade" e de "festa cívica" que prevaleceu neste domingo nas eleições gerais bolivianas. O chefe da missão de observadores da OEA, Horacio Serpa, considerou, em entrevista à imprensa, que "o comportamento foi cívico, tranquilo e de participação máxima, o que dá legitimidade democrática às eleições na Bolívia".

O chefe adjunto da Missão de Observação Eleitoral da União Europeia, José Antonio de Gabriel, disse por sua vez, em entrevista à imprensa, que "não foram registrados atos violentos".

Um total de 5,1 milhões de bolivianos foram chamados às urnas, entre eles 170 mil cidadãos residentes em Argentina, Brasil, Espanha e Estados Unidos.