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Bolívia envia tropas para fronteira com Brasil

Objetivo é proteger região da presença de traficantes de drogas

Presidente em exercício da Bolívia, Alvaro García, ordenou o reforço de militares nas fronteiras  com Brasil e Paraguai
Presidente em exercício da Bolívia, Alvaro García, ordenou o reforço de militares nas fronteiras com Brasil e Paraguai Foto : LA PAZ, Bolívia (AFP)
O governo boliviano ordenou o reforço da presença militar em regiões de fronteira com Brasil e Paraguai, onde foi detectada uma crescente presença de narcotraficantes, assassinos e quadrilhas colombianas, disse nesta quinta-feira o presidente em exercício, Alvaro García.

"A locomotiva da Constituição e das leis são as Forças Armadas (que servirão) para a maior presença territorial e (para) acabar com micro-exércitos de narcotraficantes e mercenários que estão começando a crescer", afirmou Alvaro García.

Segundo o presidente em exercício, será formado um "comando conjunto na Chiquitanía (nas planícies do departamento de Santa Cruz, fronteiriço com Brasil e Paraguai) para levar várias unidades militares a esta região".

"Vamos ter a presença nas próximas semanas e meses garantindo soberania territorial", disse Garcia, ao referir-se às regiões que fazem fronteira com terras brasileiras e paraguaias onde, além do tráfico de drogas, também existe um amplo comércio ilegal de armas.

A medida visa especialmente o departamento de Santa Cruz, onde é detectada uma crescente atividade do narcotráfico.
Em Santa Cruz, a região mais próspera da Bolívia, foram descobertos nas últimas semanas vários laboratórios de cocaína dirigidos por colombianos, e ocorreram seis assassinatos, incluindo o de três guarda-costas sérvios, em um aparente ajuste de contas entre narcotraficantes.

García - que substitui temporariamente Evo Morales, que viaja pela Europa - disse que o problema gerado pelo narcotráfico "não deve ser permitido".

"Por isso, temos que distribuir a presença militar que é a vanguarda da presença estatal", acrescentou.
A Bolívia, com 195 toneladas ao ano, é o terceiro produtor mundial de cocaína, atrás de Colômbia e Peru, segundo um informe emitido em março pelos Estados Unidos.