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Bombardeio contra cidade síria atingida por ataque químico deixa um morto

Vítima é a primeira desde o ataque químico de terça

Liga Árabe apelou por uma contenção da escalada de violência na Síria
Liga Árabe apelou por uma contenção da escalada de violência na Síria Foto : Mohamad Aabazeed / AFP / CP
Uma mulher morreu neste sábado em um bombardeio na cidade de Khan Sheikhun, que nesta semana foi atingida por um suposto ataque químico, afirmou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). A ONG não especificou se o bombardeio foi realizado pela aviação síria ou pela Rússia, que apoia militarmente o regime de Bashar al-Assad.

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Esta morte é a primeira desde o ataque químico de terça-feira, que deixou 87 mortos, incluindo 31 crianças, e centenas de feridos, que tiveram convulsões e vômitos. Grande parte da comunidade internacional acusou o presidente Bashar al-Assad, mas o regime negou qualquer responsabilidade no ataque que chocou o mundo pelas duras imagens das vítimas.

Liga Árabe faz apelo

Neste sábado, o secretário-geral da Liga Árabe apelou por uma contenção da escalada de violência na Síria, um dia após um bombardeio inédito dos Estados Unidos atingir uma base do exército de Bashar Al-Assad em represália por um suposto ataque químico.

Os Estados Unidos bombardearam na sexta-feira uma base militar do exército sírio, em resposta a um suposto ataque químico pelo qual responsabilizaram o regime sírio contra a cidade rebelde de Khan Sheikhun (noroeste), que deixou na terça-feira ao menos 87 mortos.

"A Liga rejeita as tentativas das potências regionais e internacionais de politicagem às custas dos cadáveres dos sírios, em detrimento da soberania síria", indicou aos jornalistas o chefe da instituição pan-árabe com sede no Cairo, Ahmed Abul Gheit, sem citar as potências às quais se referia. "Pedimos a todas as partes que acalmem esta perigosa escalada que busca maximizar os ganhos políticos, sem (que exista) uma preocupação real pelo sofrimento do povo" sírio, acrescentou.