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Bombeiros são mortos a tiros quando apagavam incêndio nos EUA

Atirador também morreu no incidente, segundo a polícia local

Dois bombeiros morreram e outros dois ficaram feridos a tiros na manhã desta segunda-feira enquanto tentavam apagar um incêndio em Webster, cidade do estado de Nova York, perto da fronteira com o Canadá. O agressor também morreu no incidente, informou Gerald Pickering, chefe de polícia de Webster.

A violenta morte dos bombeiros acontece em meio ao debate nos Estados Unidos sobre um maior controle da venda de armas ao público, após o massacre em uma escola primária de Connecticut, que causou a morte de 20 crianças e seis adultos.

O incidente ocorreu às 6h (9h, no horário de Brasília), quando os bombeiros de Webster (cerca de 550 quilômetros ao norte da cidade de Nova York) lutavam contra um incêndio que atingiu várias casas junto ao lago Ontario, disse Pickering. "Às 05h45min, o departamento de bombeiros respondeu a um chamado de incêndio. Ao chegar ao local, os bombeiros receberam disparos", explicou. "Quatro bombeiros foram baleados. Dois morreram e dois gravemente feridos foram transferidos a hospitais da região".

O atirador, um homem de 62 anos preso em 1980 por matar a avó, cometeu suicídio após o ataque, assinalou Pickering. Antes de se matar, o agressor foi perseguido e trocou tiros com os policiais. Segundo as primeiras investigações, houve uma emboscada contra os bombeiros voluntários e a polícia de Webster.

A área em que aconteceu o incidente é um lugar muito tranquilo, com pequenas casas, segundo Pickering. "Temos muito poucos chamados para prestar serviço nessa cidade", esclareceu. "A tragédia na véspera do Natal é um duro golpe para esta pequena cidade de 40mil habitantes", acrescentou o policial. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, divulgou um comunicado com condolências para as famílias e amigos "daqueles que foram assassinados neste ato de violência sem sentido".

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