A EPA citou a declaração emitida pela petroleira há duas semanas ao Departamento de Justiça, na qual a BP admitiu sua responsabilidade pelas acusações contra ela pelo desastre. Além disso, a EPA informou que a exclusão da BP e de suas filiais para receber contratos do governo ficará vigente até que a empresa possa proporcionar informações suficientes para demonstrar à agência que cumpre com os padrões vigentes.
O acidente deixou 11 mortos e um vazamento de cerca de 4,6 milhões de barris no Golfo do México, que afetou o litoral de cinco estados dos Estados Unidos. Em 15 de novembro, a BP assinou um acordo extrajudicial com as autoridades americanas no qual admitiu sua negligência em 11 acusações, incluindo obstrução da investigação do Congresso e violação das normais ambientais. A empresa também teve de pagar mais de 4,5 bilhões de dólares de multa às autoridades americanas.
Dois executivos da empresa foram indiciados por homicídio culposo e um ex-diretor declarado culpado de mentir ao Congresso depois da catástrofe sobre a quantidade de barris derramadas. Depois do acordo extrajudicial, o procurador-geral Eric Holder advertiu que os problemas legais da BP estão longe de serem resolvidos. "Nossa investigação criminal continua em curso e vamos seguir qualquer pista que seja concreta e garanta a manutenção das acusações", afirmou.
Além disso, o procurador informou que o Departamento de Justiça ainda deve resolver um processo civil sobre indenizações, que poderá alcançar os 18 bilhões de dólares. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) anunciou nesta quarta-feira a suspensão temporária de novos contratos do governo com a companhia de petróleo britânica BP, por causa de sua gestão do vazamento de petróleo ocorrido em 2010 no Golfo do México.