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Braço iraquiano da Al-Qaeda reivindica atentados no Iraque

Ataques deixaram pelo menos 135 mortos

Braço iraquiano da Al-Qaeda reivindica atentados de Bagdá
Braço iraquiano da Al-Qaeda reivindica atentados de Bagdá Foto : AFP
O Estado Islâmico do Iraque, braço iraquiano da rede terrorista Al-Qaeda, reivindicou o duplo atentado que deixou pelo menos 135 mortos - segundo novo balanço - em Bagdá no domingo, informou o centro americano de monitoração de sites islamitas SITE.

De acordo com o SITE, o comunicado do Estado Islâmico do Iraque que reivindica os ataques contra o ministério da Justiça e a sede do governo da capital foi divulgado em várias páginas da internet jijadistas.

O ataque foi atribuído pelo governo iraquiano à Al-Qaeda e seus aliados para sabotar as eleições previstas para janeiro de 2010.

O Estado Islâmico do Iraque também reivindicou os atentados de 19 de agosto em Bagdá contra os ministérios das Relações Exteriores e das Finanças, que provocaram quase 100 mortes.

Segundo um novo balanço publicado nesta terça-feira pelo ministério da Saúde, pelo menos 135 pessoas foram mortas no duplo atentado de domingo. "O último balanço de pessoas mortas em dois ataques está aumentando, segundo nossas informações, e está em 135", declarou o porta-voz do ministério da Saúde, doutor Sabah Abdallah.

Ele disse que o saldo pode ser ainda maior: várias pessoas mortas foram levadas para suas casas e outras vítimas foram atendidas sem ser internadas.

Os atentados, cometidos com um caminhão e um micro-ônibus-bomba, tiveram como alvos o ministério da Justiça e a sede do governo da capital.

O governador de Bagdá chegou a acusar as forças de segurança da cidade de negligência, insinuando que possa ter havido cumplicidade entre seus membros com os terroristas. "Foi uma falha humana. Uma câmera instalada no prédio do Ministério da Justiça (alvo do ataque) filmou o atentado suicida. Era um caminhão Renault branco do aqueduto de Fallujah. Como chegou até aqui, passando por todas barreiras?", indagou Salah Abdel Razak, governador da capital iraquiana.

"Os caminhões não são autorizados a entrar na cidade durante o dia, e menos ainda aqui (na zona verde). Foi negligência (dos serviços de segurança), ou talvez o motorista contava com cúmplices. A investigação vai esclarecer isto", destacou Razak, que visitava o local dos ataques nesta segunda.

A cidade sunita de Fallujah, situada 60 quilômetros a oeste de Bagdá, foi durante muito tempo o bastião da insurreição, principalmente de militantes da rede Al-Qaeda.

O segundo atentado, que atingiu o prédio do governo de Bagdá, foi cometido com um ônibus Kia que explodiu. "Pelo menos 12 funcionários morreram, sobretudo guardas", lamentou o governador.

O duplo atentado também deixou mais de 500 feridos. É o pior massacre perpetrado no Iraque nos últimos dois anos. Em 14 de agosto de 2007, quatro atentados contra uma seita religiosa curda mataram 400 pessoas na província de Nínive (norte).