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Brasil afirma que opinião sobre Venezuela se baseou em "critérios jurídicos"

Marco Aurélio Garcia retruca chanceler do Uruguai sobre pressão brasileira no Mercosul

Marco Aurélio Garcia retruca chanceler do Uruguai sobre pressão brasileira no Mercosul
Marco Aurélio Garcia retruca chanceler do Uruguai sobre pressão brasileira no Mercosul Foto : José Cruz / ABr / CP
O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, defendeu nesta segunda-feira a decisão do Mercosul de suspender o Paraguai do bloco, após a destituição de Fernando Lugo da Presidência do país. Ele também rebateu as declarações do chanceler do Uruguai, Luis Almagro, de que o Brasil teria pressionado as negociações para a entrada da Venezuela no grupo, citando "critérios jurídicos" para a resolução.

Em entrevistas à imprensa uruguaia, Almagro disse que o país dele era contrário a entrada da Venezuela no Mercosul e que a decisão foi influenciada pelos governos do Brasil e da Argentina. Durante a Cúpula do Mercosul, na última semana, ficou decidido que o país de Hugo Chávez fará parte do bloco a partir do dia 31 de julho.

“A posição que o Brasil levou à reunião na Argentina foi fortemente amparada por critérios jurídicos, pedimos um longo parecer da Advocacia-Geral da União para ver quais alternativas se aplicavam no caso. Tanto a suspensão do Paraguai quanto a entrada da Venezuela no Mercosul, que já havia sido aprovada pelos congressos, foram fortemente amparados nisso”, justificou Garcia.

Segundo o assessor internacional, fazer pressão sobre outros países não combina com o estilo da diplomacia brasileira nem com o a presidente Dilma Rousseff, principalmente com nações próximas. “Foi uma decisão tomada pelos três presidentes e suas chancelarias, refletiu um consenso político. O Brasil não faz isso e menos ainda o faria em relação a governos com os quais temos uma associação tão íntima, seja do ponto de vista geopolítico, seja do ponto de vista inclusive pessoal, como são os governos do Uruguai e da Argentina”, enfatizou Garcia.

Ele acrescentou que Dilma reiterou a posição do Mercosul de não aplicar sanções econômicas ao Paraguai e informou que a Venezuela voltará atrás na decisão de suspender o fornecimento de combustíveis ao país. “Houve um acordo do presidente Chávez de manter o abastecimento de combustíveis para o Paraguai e nós apreciamos muito essa decisão”.

O governo brasileiro, segundo Garcia, manterá compromissos econômicos firmados com o Paraguai apesar da crise política, inclusive a construção de uma linha de transmissão entre a Usina Hidrelétrica de Itaipu e a capital paraguaia, Asssunção. “O Brasil não criará nenhuma dificuldade de ordem econômica”.




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