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Brasil apoia presença de oposição a Kadhafi na Assembleia Geral da ONU

País argumentou, porém, que não reconhece o CNT como único órgão legítimo de poder na Líbia

A delegação do Brasil votou, nesta sexta-feira, a favor do reconhecimento do Conselho Nacional de Transição (CNT) como representante da Líbia na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O CNT foi pelos rebeldes que depuseram Muammar Kadhafi, em Tripoli.

O Ministério das Relações Exteriores informou, porém, que o apoio não significa que o governo brasileiro o reconhece como o único órgão legítimo na Líbia para conduzir o futuro governo de transição no país. A votação sobre a presença do CNT na Assembleia Geral da ONU teve 114 votos a favor, 17 contra e 15 abstenções. A decisão permitirá ao presidente do CNT, Mustafa Abdul Jalil, participar das sessões, a partir do dia 21.

Segundo diplomatas, a medida é um importante passo do CNT na busca por legitimidade internacional – o conselho é reconhecido, unilateralmente, por 60 países como o governo legítimo da Líbia. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, argumentou que o governo do Brasil "não tem por costume” adotar medidas unilaterais.


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