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Brasil, Bolívia e EUA firmam acordo para erradicar plantações ilegais de coca

Brasília e Washington vão investir US$ 350 mil para reforçar sistema de vigilância

Brasil, Bolívia e Estados Unidos estão concluindo uma proposta conjunta para destruir as plantações ilegais de coca (matéria-prima da cocaína), por meio de imagens de satélite. A informação foi divulgada, nesta terça-feira, pelo vice-ministro da Defesa Social, Felipe Cáceres.

"Sob o princípio boliviano de respeito à soberania e à dignidade, a Bolívia firmará um convênio com estes países para modernizar e fortalecer o processo de erradicação da coca ilegal em todo o país", assinalou Cáceres. O ministro explicou que o vínculo de cooperação bilateral com os EUA se refere à assistência econômica e logística, e não inclui o apoio de "pessoal americano" no combate ao narcotráfico.

O Brasil contribuirá com US$ 100 mil para cursos de capacitação de técnicos bolivianos que atuarão na identificação dos plantios ilegais. Washington, por sua vez, entregará US$ 250 mil para a compra de equipamentos de navegação por satélite (GPS) visando modernizar o sistema de monitoramento.

Brasília e La Paz assinaram, em março, um acordo de cooperação para combater o narcotráfico. É o primeiro passo de um ambicioso plano que incluirá ainda Peru e, eventualmente, Chile, para limitar o acesso à produção da matéria-prima da cocaína.

La Paz expulsou, em 2008, os agentes da agência americana de combate às drogas (DEA), por ingerência nos assuntos internos do país. Pouco antes, o presidente Evo Morales havia ordenado a saída do embaixador americano com o mesmo argumento.

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