"Sob o princípio boliviano de respeito à soberania e à dignidade, a Bolívia firmará um convênio com estes países para modernizar e fortalecer o processo de erradicação da coca ilegal em todo o país", assinalou Cáceres. O ministro explicou que o vínculo de cooperação bilateral com os EUA se refere à assistência econômica e logística, e não inclui o apoio de "pessoal americano" no combate ao narcotráfico.
O Brasil contribuirá com US$ 100 mil para cursos de capacitação de técnicos bolivianos que atuarão na identificação dos plantios ilegais. Washington, por sua vez, entregará US$ 250 mil para a compra de equipamentos de navegação por satélite (GPS) visando modernizar o sistema de monitoramento.
Brasília e La Paz assinaram, em março, um acordo de cooperação para combater o narcotráfico. É o primeiro passo de um ambicioso plano que incluirá ainda Peru e, eventualmente, Chile, para limitar o acesso à produção da matéria-prima da cocaína.
La Paz expulsou, em 2008, os agentes da agência americana de combate às drogas (DEA), por ingerência nos assuntos internos do país. Pouco antes, o presidente Evo Morales havia ordenado a saída do embaixador americano com o mesmo argumento.
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