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O Itamaraty destaca que além de condenar a violência, o governo brasileiro conclama ao diálogo e à conciliação para que as justas aspirações da população egípcia por liberdade, democracia e prosperidade, expressadas na Revolução de 25 de janeiro, possam ser alcançadas sem violência, com respeito aos direitos humanos e com o retorno à plena vigência da ordem democrática. Segundo o órgão, a Embaixada do Brasil no Cairo está atenta à situação da comunidade brasileira no Egito e alerta para a insegurança no país.
O texto divulgado hoje destaca que "o Brasil associa-se às manifestações do Secretário-Geral das Nações Unidas no sentido de que a violência e a provocação não são respostas aos desafios enfrentados pelo Egito". Cita, ainda, que o País compartilha, igualmente, a opinião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana de que o diálogo construtivo entre as partes é indispensável para garantir a estabilidade de longo prazo do Egito.
O Ministério da Saúde do Egito atualizou nesta quinta-feira para 638 o número de pessoas mortas nos conflitos ocorridos ontem entre policiais e simpatizantes do presidente deposto Mohammed Morsi. Um porta-voz do ministério, Khaled el-Khateeb, informou também que o total de feridos é de aproximadamente quatro mil.
A onda de violência teve início quando a polícia do Cairo tentou desfazer dois acampamentos de manifestantes a favor de Morsi, que foi derrubado do poder em 3 de julho, e logo se espalhou para outras partes da capital e outras cidades do país. Segundo El-Khateeb, 288 pessoas foram mortas no maior dos dois campos, no distrito de Nasr City, na área leste do Cairo. O confronto levou o governo egípcio a declarar ontem estado de emergência nacional por um mês.