A Coreia do Norte declarou que não poderá garantir a segurança das embaixadas a partir de 10 de abril em caso de conflito, anunciou nesta sexta-feira o Foreign Office. Segundo o Itamaraty, ainda não houve decisão sobre a retirada dos funcionários brasileiros. Porém, o assunto está sob análise.
Na embaixada brasileira na Coreia do Norte, aberta em 2009, estão o embaixador Roberto Colin e um funcionário. Em situação de emergência, o Itamaraty informou que embaixada brasileira pode passar a desempenhar as atividades em Dandong, na China, que fica a quatro horas (por terra) do território norte-coreano. O local também possui um abrigo subterrâneo e gerador próprio.
A Embaixada do Brasil em Pyongyang, informou ao Itamaraty que os brasileiros que vivem no país são a mulher do embaixador da Palestina e a filha caçula, assim como o embaixador do Brasil e a família dele – mulher e filho - além de um funcionário administrativo.
Ontem, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ressaltou a preocupação do governo brasileiro com a possibilidade de conflito nuclear na Península Coreana. “O que nós esperamos é que essa retórica se revele nada mais do que retórica e não desencadeie um conflito armado”, disse ele, na audiência pública na Comissão de Relações Exteriores, no Senado.
No domingo, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), da qual faz parte o Brasil, emitiu nota expressando preocupação com a possibilidade de uma guerra nuclear entre as duas Coreias. No texto, os governos defenderam a preservação da paz e da segurança, apelando pelo diálogo como meio adequado para pôr fim às diferenças.
As relações comerciais entre o Brasil e a Coreia do Norte são consideradas modestas pelas autoridades brasileiras. Mas há informações de que existem empresários brasileiros interessados em estabelecer relações econômicas e comerciais com o país. Em 2008, o intercâmbio comercial chegou a 375 milhões de dólares.