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Brasil pede ação da ONU após ataque israelense

Ministro das Relações Exteriores qualificou o episódio como "um ato muito grave"

Polícia enfrenta manifestantes em protesto contra ataque
Polícia enfrenta manifestantes em protesto contra ataque Foto : AFP
O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu nesta segunda-feira ação e "uma declaração forte" das Nações Unidas em relação ao ataque militar de Israel contra um comboio de barcos que levava ajuda humanitária internacional para a Faixa de Gaza. "Não poderíamos ter ficado mais chocados do que com um evento deste tipo. Espero que o Conselho de segurança dê uma declaração forte. É algo que realmente necessita de algum tipo de ação da ONU, porque vai ficar uma marca muito forte", disse Amorim à imprensa em Brasília. O ministro qualificou o episódio de violência como "um ato muito grave".

De acordo com o chanceler brasileiro, os dados disponíveis indicam que ativistas que iam a bordo do barco atacado por forças israelenses eram pessoas pacíficas, que não significavam nenhuma ameaça e que estavam procurando realizar uma ação humanitária. "Não se pode dizer que eram terroristas perigosos", acrescentou. A missão da frota atacada "não seria nem necessária se terminasse o bloqueio a Gaza, que já está durando tanto tempo", advertiu o ministro.

O Itamaraty confirmou hoje que a ativista política brasileira Iara Lee estava no comboio de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. Ela postou mensagens no site de relacionamentos Facebook no domingo falando sobre a chegada de embarcações israelenses. Pouco tempo depois, falou em ameaças, tendo cortado a comunicação em seguida.

O número de vítimas do ataque é impreciso. Segundo uma rede de televisão israelense, 19 passageiros foram mortos e outros ficaram 36 feridos. O Exército israelense contabilizou, por sua vez, mais de dez passageiros mortos e entre sete e dez soldados feridos, dois deles com gravidade.