A resolução é favorável a "apontar um relator especial sobre a situação de direitos humanos na República Islâmica do Irã". Desde 2002, o governo persa não autoriza a renovação do último mandato do relator especial sobre o país e, desde 2005, não deixa entrar no país nenhum dos relatores temáticos da ONU. Criado em 2006, é a primeira vez que o Conselho decide por enviar um investigador a um país específico.
A diplomata brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo, antes da votação, justificou a posição brasileira. Segundo ela, o Brasil acredita que todos os países têm desafios em relação ao tema dos direitos humanos. A diplomata notou que o fato de o Irã não observar uma moratória em relação à pena de morte era "de particular preocupação" para o Brasil, segundo o site do Conselho. A relação com os votos e as declarações feitas durante a sessão estão disponíveis, em inglês, no site da entidade (www.ohchr.org).
Governo de Dilma difere do de Lula
A nova posição brasileira vai contra à posição adotada durante o governo Lula, que aproximou o Brasil do Irã. O presidente Mahmoud Ahmadinejad inclusive visitou Brasília, em 2009, em um encontro que gerou polêmica e críticas, além de protestos.