A cineasta brasileira Iara Lee, detida após ser atacada por tropas israelenses em uma flotilha de ajuda internacional à Faixa de Gaza no começo da semana, classificou a ação, em sua página no site de relacionamentos Facebook, como “apocalíptica”. "Depois do apocalipse, agora temos a carnificina. Os israelenses, em um ato de pirataria, sequestraram a nós e a nossos navios de águas internacionais e nos encarceraram”, conta.
Durante a madrugada, três aviões turcos com o total de 466 passageiros presos pelos israelenses, entre eles Iara, pousaram em Istambul vindos de Israel. A cineasta deveria receber ajuda do cônsul brasileiro em Istambul, Michael Gepp, e depois voar para Nova Iorque, onde mora.
Durante o período em que ficou detida, Iara recebeu a visita de um funcionário da Embaixada do Brasil em Israel. Na ocasião, ela relatou que suas bagagens e passaportes (brasileiro e estadunidense) foram retidos pelo governo israelense.
Ataque
A frota, com seis navios, levava 10 mil toneladas de ajuda humanitária e, segundo Israel, não acatou o bloqueio imposto. Um dos barcos atingidos era grego e outro, turco. A invasão ocorreu em águas internacionais, a 128 quilômetros da Faixa de Gaza, próximo ao Chipre, no Mar Mediterrâneo.
Brasileira descreve ataque israelense como apocalíptico
Iara Lee disse que foi sequestrada e chamou ofensiva de carnificina