A ativista política brasileira Iara Lee estaria no comboio de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza. As embarcações foram atacadas na manhã desta segunda-feira em águas internacionais, a 128 quilômetros da Faixa de Gaza, próximo ao Chipre, no Mar Mediterrâneo.
A primeira mensagem da brasileira sobre o encontro com os israelenses foi postada no site de relacionamentos Facebook às 18h20min (GMT) de ontem. “Eles (os navios) já estão aqui. Mulheres foram instruídas para ir ao andar de baixo. Homens estão com máscaras de gás, mas não tenho certeza de que eles foram treinados.”
Pouco tempo depois, ela escreve: “os navios israelenses estão mandando ameaças, nos dizendo para mudarmos de curso. Nós esperávamos por isso, mas não tão cedo. E em águas internacionais!! É ilegal”, exclama. Depois disso, cessam as mensagens.
Iara descreve-se no site de relacionamentos como uma brasileira descendente de coreanos, ativista, autora de filmes e fundadora da Fundação Caipirinha, que apóia projetos que assegurem paz com justiça. A frota levava 10 mil toneladas de ajuda humanitária e, segundo Israel, não acatou o bloqueio imposto. Pelo menos 16 pessoas morreram e 30 ficaram feridas.
Brasileira estaria no comboio atacado por Israel
Ativista política relatou no Facebook momentos de tensão quando navios israelenses se aproximaram