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Brasileira pode estar entre os feridos em atropelamento no Canadá

Familiares tentam contato com embaixada do Brasil; acidente ocorreu na noite de sábado

Foto : Don Mackinnon / AFP / CP

Uma brasileira pode estar entre os feridos no atropelamento na noite de sábado, em Vancouver, no Canadá. Os parentes entraram em contato com o consulado brasileiro, mas até a noite de ontem, as autoridades canadenses não tinham divulgado informação.

Pelo menos 11 pessoas morreram depois que um Audi SUV invadiu um grande festival de rua filipino. O chefe interino do Departamento de Polícia da cidade de Vancouver, Steve Rai, classificou o sábado como “o dia mais sombrio da história da nossa cidade”. “Acreditamos que dezenas de outros ficaram feridos, alguns gravemente, e o número de mortos pode aumentar nos próximos dias ou semanas”, disse o Rai em uma coletiva de imprensa na manhã de ontem.

Rai, de acordo com o jornal canadense Globe and Mail, disse que os investigadores ainda estão trabalhando para determinar o motivo do ataque, mas a polícia não acredita que tenha sido um ato de terrorismo. O chefe interino do Departamento de Polícia descreveu o motorista, de 30 anos, como tendo “um histórico significativo de interações com a polícia e profissionais de saúde relacionados à saúde mental”. Conforme o periódico canadense, Rai revelou que o homem, que é de Vancouver, ainda não foi identificado, pois nenhuma acusação foi feita contra ele.

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O atropelador está atualmente em uma cela segura sob custódia policial. Os nomes, idades ou gêneros das vítimas também não foram divulgados. “É impossível dizer quantas vidas foram impactadas para sempre por este indivíduo solitário. Há muitas perguntas sem resposta sobre este crime horrível, a motivação da pessoa que o cometeu e se algo poderia ter sido feito para evitá-lo”, disse Rai. “Há muitas coisas que ainda não sabemos. Estamos trabalhando duro para obter todas as respostas”, ressaltou Rai.

O ataque aconteceu pouco depois das 20h de sábado, quando um homem dirigindo um Audi SUV preto atropelou uma multidão que assistia ao festival filipino de rua Lapu Lapu, que acontecia perto da Escola Secundária John Oliver, entre as ruas 41st e Fraser. Rai disse que o evento estava terminando naquele horário, mas ainda havia muitas pessoas na área quando o SUV se aproximou do Oeste e entrou em uma pequena área fechada onde havia food trucks estacionados. O SUV então avançou em direção à multidão, atingindo várias pessoas antes de parar.

O motorista do veículo foi detido por pessoas no local e levado sob custódia policial. Vídeos mostraram corpos espalhados pelo chão, enquanto pessoas tentavam reanimar e socorrer os feridos. O veículo podia ser visto na estrada, com o capô e o para-choque amassados. Rai disse que o carro pertence a alguém ligado à família do acusado. “É difícil dar sentido a algo tão sem sentido, e sei que há dúvidas se essa tragédia poderia ter sido evitada”, disse Rai ao jornal Globe and Mail.

O chefe interino de Polícia disse ainda que a instituição trabalhou com a cidade de Vancouver para realizar uma avaliação de risco antes do festival, a maior parte do qual ocorreu no terreno da escola, sem acesso direto por via pública. “Analisamos mais de 3,2 mil eventos todos os anos e avaliamos os riscos com parceiros da cidade. Este evento não foi exceção”, observou Rai. “Determinamos, por meio de consultas com a cidade de Vancouver e os organizadores do festival, que policiais especializados e barricadas de veículos pesados não seriam mobilizados no local do festival.”

Rai afirma estar confiante de que a avaliação conjunta de riscos e o plano de segurança pública para o evento foram sólidos, mas que a polícia analisará as circunstâncias do ataque. Ele ressaltou que “é evidente que isso mudará o cenário para o envio de policiais daqui para frente.” Segundo o Globe and Mail, Rai afirmou que mais de 100 policiais estão atualmente trabalhando na investigação, trabalhando com os feridos, entrevistando testemunhas e coletando evidências na cena do crime.

O primeiro-ministro canadense, o liberal Mark Carney, se solidarizou com a comunidade filipino-canadense e a todos em Vancouver. “Estamos todos de luto com vocês”, afirmou.