O Ministério das Relações Exteriores informou nesta terça-feira que um funcionário da Embaixada do Brasil em Israel visitou a brasileira Iara Lee, retida em uma prisão israelense. Iara Lee é cineasta e estava em um dos navios de ajuda humanitária a palestinos atacados pelas tropas de Israel em águas internacionais. O confronto deixou nove pessoas mortas. Informações preliminares davam conta que o número de vítimas teria sido 16.
A brasileira confirmou que está bem de saúde e dispõe, na prisão, de alimentos e roupas adequadas. Ela informou que suas bagagens e passaportes (brasileiro e estadunidense) estão retidos por Israel. Queixou-se que as autoridades israelenses exigiram, como condição para a sua libertação, que ela assinasse termo declarando ter entrado ilegalmente no país. Ela se negou a assinar o documento, uma vez que foi presa em águas internacionais. O Ministério das Relações Exteriores informou que continua em contato com as autoridades israelenses, exigindo a liberação da cineasta. O país cobrou uma resposta da ONU criticando o ataque.
Hoje, o governo de Israel divulgou um comunicado reafirmando sua posição em relação aos ataques. As autoridades israelenses acusam os passageiros dos navios de terem provocado o incidente e informaram que pretendem continuar a examinar as mercadorias que entram na região para evitar o fluxo de armas. No entanto, a versão é contestada pelos ativistas.
A Frota da Liberdade, interceptada ontem, é um comboio de seis barcos fretados por várias organizações pró-palestinos que levaria ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
Brasileira presa em Israel passa bem, informa Itamaraty
Cineasta estava em um dos navios de ajuda humanitária atacados por tropas israelenses