A brasileira que teria fingido ter sido vítima de uma agressão racista em fevereiro do ano passado terá que deixar a Suíça no fim deste mês. Autoridades locais se negaram a prolongar seu visto de permanência no país, segundo um anúncio do Departamento Cantonal de Migrações feito nesta quinta-feira.
Paula Oliveira, de 27 anos, havia pedido uma prorrogação para o documento depois de ter sido condenada, em dezembro, pela falsa denúncia. A solicitação foi negada. A jovem apresentou recurso para apelar da decisão, segundo a agência de notícias ATS.
A brasileira, que é advogada, denunciou ter sido vítima de agressão, na periferia de Zurique, quando voltava do trabalho. Segundo a ela, os agressores, três skinheads, lhe bateram e feriram com uma faca. Paula alegou ainda que estava com três meses de gravidez de gêmeos e que, por causa dos golpes, perdeu os bebês. A afirmação que foi desmentida depois por exames e análises médicas a que foi submetida. Confrontada com suas contradições pela polícia, a jovem acabou reconhecendo que tinha mentido. Paula foi condenada em dezembro passado a uma multa por falsa denúncia.
Brasileira que acusou skinheads de agressão deve sair da Suíça
Paula Oliveira havia pedido uma prorrogação para seu visto de permanência no país