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Ele explicou que quando acontece algum terremoto no país, os trens param e as linhas telefônicas, tanto fixa como móvel, são bloqueadas para permitir que sejam feitas chamadas de emergência. “Senão, o povo fica pendurado batendo papo e quem estiver preso em escombros ou carros atingidos, ou mesmo ferido e precisando de ajuda, ambulância, ficaria sem atendimento por causa do congestionamento das linhas telefônicas”.
A filha de Hiroshi, também chamada Noriko, não teve como voltar para casa por causa da paralisação dos trens. Ela permaneceu em companhia de uma amiga que mora no alojamento do hospital onde trabalha, na cidade de Hadano.
Segundo o relato de Hiroshi Ohta, ele e a mulher, Mônica, se protegeram embaixo da mesa de jantar durante o tremor. “(A mesa) é resistente e tem os pés de ferro”. O filho Toshio estava trabalhando e, quando pôde, foi ver como os pais estavam. Algumas coisas que a família tinha colocado em cima da estante e na mesa do computador caíram ao chão durante o abalo.
Hiroshi ressaltou o fato de o Japão estar preparado para enfrentar eventos como esse, tanto no que se relaciona ao resgate de pessoas, quanto ao atendimento de emergências, o que não ocorre, muitas vezes, em outras nações.